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Cinemas de rua: um tempo de glamour e memórias afetivas

Conheça um pouco da história dos tradicionais Cine Veneza e Cine Odeon

Publicado por: Foto: ACidade ON


No século passado, os cinemas distinguiam-se das tradicionais salas que conhecemos, hoje, em sua maioria, instaladas em “shoppings centers”. Os espaços de exibição de filmes ficavam concentrados nos centros da cidade e marcaram a vida de muitas pessoas. Em Araraquara, o primeiro cinema chegou em 1911. Inaugurado por Joaquim Vieira dos Santos, o Bijou Théâtre, na Rua São Bento (Rua 3), trazia novidade e glamour para a cidade. Era o início de uma tradição.

Após dois anos, em 7 de setembro, o modesto Bijou, que contava apenas com 400 lugares, foi transformado no elegante Cine Teatro Polytheama. O local que somava 1,4 mil cadeiras e contava com o primeiro aparelho de projeção cinematográfico do interior paulista, exibiu diversos clássicos do cinema mudo mundial, sonorizados pela orquestra do músico italiano, radicado no Brasil, Maestro José Tescari. No ano da inauguração, foram apresentadas dez operetas, cinco dramas em língua estrangeira e 365 representações cinematográficas.

O prédio do Cine Teatro Polytheama foi reformado, ganhou uma nova aparência e nome: Cine Odeon, e depois ainda, Cine Veneza. O local encerrou suas atividades, no ano de 2001, quando foi comprado por uma igreja evangélica. Atualmente, o antigo cinema abriga uma loja de departamentos, em frente ao prédio da Câmara Municipal.

Ao longo dessas muitas transformações, os registros se transformaram em memórias afetivas para os araraquarenses. Quem conta da saudade que sente dos antigos cinemas é o aposentado José Florindo dos Santos. “Comecei a trabalhar no cinema muito jovem e o que mais me atraía era ver as enormes filas e a felicidade das pessoas ao final de cada sessão", disse com nostalgia. Foi, também no cinema, que ele conheceu sua esposa. "Eu sabia que ela nunca havia assistido nenhuma sessão e a convidei para ver um filme em um dia de folga. Ela aceitou e estamos juntos até hoje”, contou. Ao todo são 43 anos de companheirismo, cinco de namoro e 38 de casamento. Os dois fazem parte de uma geração que foi marcada não apenas pelo desenvolvimento do cinema em Araraquara, mas também por suas histórias e afetos.


Publicado em: 05 de agosto de 2020

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Categoria: Notícias da Câmara

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