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Prêmio Zumbi dos Palmares – Relembre todos os Homenageados

zumbi

Líder do quilombo dos Palmares, Zumbi nasceu em 1655, em Palmares, atual estado de Alagoas. Era descendente dos guerreiros imbangalas, de Angola. Embora tenha nascido livre, foi capturado pela expedição de Brás da Rocha Cardoso quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue ao padre católico Antonio de Melo em Porto Calvo, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa.

Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo, onde adotou o nome de Zumbi. Comandava as tropas do quilombo governado por Ganga Zumba. Em 1678, alcançou a liderança do quilombo, e combateu os portugueses durante 14 anos. Zumbi foi capturado e morto degolado em 20 de novembro de 1695. Palmares era uma comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e prática da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.

 

A premiação

O Decreto Legislativo nº 570, de 17 de novembro de 2004, de autoria da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Araraquara, criou o “Prêmio Zumbi dos Palmares” mediante a escolha pela maioria dos integrantes do Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo de Araraquara (Comcedir), dentre as indicações enviada a esta Casa de Leis e que objetiva:  I – Reconhecer e valorizar o trabalho de pessoas e entidades que lutam pela defesa dos direitos dos negros e negras e pelo combate ao racismo e preconceito étnico-racial; II – Incentivar ações da sociedade civil em defesa dos direitos humanos e pela igualdade racial; III – Firmar o compromisso do Legislativo municipal araraquarense na defesa dos direitos dos negros e negras e na busca de igualdade étnico-racial. 

 

O Memorial da Câmara Municipal relembra os homenageados:

1º Prêmio Zumbi dos Palmares foi concedido à professora Maria Nazaré Salvador – Edital nº 19/2005, que foi reconhecida pelo seu trabalho no resgate da cultura, história e religiosidade da população negra. (Processo nº 274/05)

 

2º Prêmio Zumbi dos Palmares foi concedido à Ivone Camargo, que foi reconhecida por dedicar-se a vida à religiosidade e à construção da Escola de Samba “Estrela de Vila Santana”. (Processo nº 348/04)

 

3º Prêmio Zumbi dos Palmares foi concedido ao artista plástico Luiz Cláudio Barcellos – Edital nº 31/2007, que foi reconhecido por dedicar grande parte de sua vida à militância no movimento negro e na luta contra a discriminação racial. (Processo nº 174/07).

 

4º Prêmio Zumbi dos Palmares foi concedido a Lúcio José Maria – Edital nº 34/2008, apaixonado por instrumentos de sopro como o trombone, fundou a famosa banda “Banda do Lúcio”, atualmente realiza trabalhos voluntários com crianças e adolescentes em escolas públicas. (Processo nº 414/08)                   

 

5º Prêmio Zumbi dos Palmares foi concedido a Francisco Luiz Salvador – “Kiko” – Edital nº 16/2009, que tem uma militância no Movimento Negro, desde a fundação do Gana, entidade que lutou por inúmeras conquistas junto ao movimento negro de Araraquara.

 

6º Prêmio Zumbi dos Palmares foi concedido a José Carlos Anselmo da Costa, conhecido por “Ziza” – Edital nº 16/2010, pintor, letrista e radialista, que foi reconhecido por sua na atuação em defesa dos direitos dos negros e negras e no combate ao racismo. (Processo nº 415/10)

 

 7º Prêmio Zumbi dos Palmares foi concedido à socióloga Alessandra de Cássia Laurindo – Edital nº 19/2011, que foi reconhecida pelo seu trabalho no Movimento Negro e à frente da Coordenadoria da Promoção da Igualdade Racial e do Centro Afro.

 

8º Prêmio Zumbi dos Palmares foi concedido ao professor Roberto Antonio Soares – Edital nº 30/2012 – Ato nº 37/2012, coordenador nacional de Educação Física, Desporto e Lazer das Federações Nacionais das Apaes, que foi reconhecido por seu comprometimento com a causa do combate ao racismo e do preconceito, assumindo diariamente uma postura ética no desenvolvimento de sua atividades profissionais. (Processo nº 360/12)